29 de abr. de 2010

O HARD POWER E SOFT POWER, na visão de J. Nye

*Lívia Caldas, Nathália Pereira e Úrsula Menezes

O ponto de partida desse artigo foi o livro “O Paradoxo do Poder Americano”, Joseph Nye, que define existir dois tipos de poder: o hard power e o soft power. Nye define o hard power como o “poder bruto”, ou seja, aquele que os países utilizam como ferramenta para atingir seus objetivos através da coerção e da intimidação. Este é dividido em duas vias: econômica e militar. Assim, sanções econômicas, guerras, diplomacia coercitiva, ameaças e etc, são meios de se observar o hard power sendo utilizado. Por sua vez, o soft power é definido por Nye como o “poder brando”, pelo qual os países exercem e utilizam sua força de persuasão e de atração para conquistarem aliados. A atração, segundo o autor, leva à aquiescência e à imitação. Esse tipo de poder se exerce através da atratividade da cultura, do ideário político ou de políticas públicas que sejam consideradas boas e exemplos para outros povos e países.

Atentados, na visão realista uma ameaça real à Hegemonia

Anteriormente ao 11 de setembro de 2001, os EUA gozavam de um poder global insuperável no aspecto militar, econômico e cultural, apontado pelo autor como “parecido com a Grã-Bretanha do auge do período vitoriano, mas com um alcance global”. Apesar desses recursos, não era clara uma política externa que norteasse esse poder. A opinião pública dava pouca atenção aos problemas do resto do mundo e aqueles que se interessavam de fato pela política externa passaram a demonstrar arrogância em virtude do poder norte americano, alegando não ter a necessidade de levar em conta as outras nações.
Pela visão realista, expressa pelo hard power, os atentados mudaram essa visão, pois ficou claro que a força econômica do país e sua hegemonia militar não o tornava intocável. Mostrou também que a revolução tecnológica da informação e das comunidades capacita não só governos, mas também indivíduos e grupos independentes a expor os seus pontos de vista no tabuleiro internacional. No papel de líder global, o país se posicionava no centro deste tabuleiro.
Antes do ataque aos ícones da sociedade norte-americana, os EUA estavam soberbamente concentrados nos próprios interesses, em detrimento do resto do mundo. Os outros atores viam-no absorvido a exercer o hard power, a mostrar sua força militar, dando as costas a muitos acordos, normas e fóruns de negociação internacionais. Após os atentados, ficou claro para os policy makers que a liderança eficaz exige o diálogo com os liderados, e que a liderança norte-americana só será mais duradoura se conseguirem convencer os seus parceiros de que os EUA são sensíveis ao que os afeta. Continuar preocupados com questões internas, mostrando-se relativamente indiferentes ao papel extraordinário que desempenhava no mundo e tratar a política externa como extensão da política doméstica não era mais uma opção para a manutenção da liderança dos EUA.
Uma política externa que combina unilateralismo com a arrogância era alarmante demais, visto que no transcurso da história, surgiram coalizões de países contrários ás potências dominantes, e nunca falta quem esteja à procura de novos estados desafiantes.

Ameaças à Hegemonia, para Nye

Na visão do autor, embora os realistas tenham uma dose de razão em sua análise, os verdadeiros desafios ao poder americano são outros, ganhando espaço bem depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.
A revolução da informação e a globalização que a acompanha podem ser pensadas no longo prazo como ameaças. Hoje, ambas vêm aumentando o poder norte-americano, se tratando da capacidade dos EUA influenciarem o resto do mundo com a sua força de atração, ou seja, auxilia o hegemon a exercer o soft power. Entretanto, com o tempo, a tecnologia se difundirá para outros países e povos, de modo que a preeminência relativa diminuirá. Dentro de uma ou duas décadas, o chinês será o idioma predominante na internet, por exemplo, caso sua população massiçamente faça uso dela.
A revolução da informação está criando comunidades e redes virtuais que transpõem as fronteiras nacionais. Os conglomerados transnacionais e os agentes não governamentais, inclusive terroristas, passarão a ter um papel bem mais importante, pois muitas dessas organizações exercerão o seu próprio poder brando à medida que forem atraindo os cidadãos a coalizões alheias às fronteiras nacionais.
Para Nye, por meio do exercício do poder bruto, ou seja, de padrões tradicionais, os EUA em comparação com outras nações continuarão em primeiro lugar, mas o primeiro lugar já não será aquele que costumava ter.
A globalização não cessa de acrescentar novos itens às agendas nacional e internacional norte-americanas. Muitos dos problemas dos EUA não podem ser resolvidos pelo país sozinho, como a estabilidade financeira internacional, que é vital para a prosperidade dos americanos. Outro item de importância são as alterações climáticas globais, que afetarão a qualidade de vida dos norte-americanos e dos demais habitantes do planeta. Segundo Nye, os EUA são e serão, a partir de agora, obrigados a trabalhar com os outros atores, nacionais ou não, a COOPERAR, para sua própria sobrevivência.
É, então, determinante, aprender a definir os interesses nacionais a fim de incluir os globais, gerando longevidade e manutenção de seu poder, tornando mais claro para que os outros considerem benigna ou não soberania dos EUA. Assim, o real desafio norte-americano é o de não permitir que a ilusão do Império o leve a perder de vista a importância cada vez maior do poder brando. É preciso aprender a usar os poderes duro e brando numa combinação produtiva, não só para enfrentar o terrorismo, mas para enfrentar outros problemas da era da informação global, inclusive a garantia da hegemonia.

Fontes de Poder

Poder é definido por Nye como a capacidade de obter os resultados desejados e, se necessário, mudar o comportamento dos outros para obtê-los. Frequentemente está associado à posse de certos recursos. Para transformar esses recursos potenciais de poder em poder concreto são necessárias uma política bem elaborada e uma liderança capaz, e é nesse sentido que a história hegemônica dos EUA deve ir se aperfeiçoando.
Hoje em dia, é muito enfatizada a força militar dos Estados Unidos, que representa o hard power, mas essa só tem o respeito global pelos valores que estão por trás do poder bruto, ou seja, ideologicamente é sustentada pelo soft power. Dele advém a ideia difundida de que só deve ser usada a força bélica em casos extremos e para promover um bem estar social, e não voltada para a conquista e para glória, como foi outrora. O uso da força exige uma elaborada justificação moral para garantir o apoio popular, e esse domínio entre o uso do soft power e do hard power, exemplificado na questão, é o que coloca e seguirá colocando os EUA em uma situação hegemônica, nunca vista anteriormente[1].

A Importância do Poder Brando

“Se eu conseguir levá-lo a fazer o que eu quero, não precisarei obrigá-lo a fazer o que você não quer.” A questão para Nye é que se os EUA representarem valores que os outros queiram adotar, a manutenção da posição de liderança será menos custosa. Os poderes bruto e brando estão relacionados e se reforçam mutuamente. Ambos são aspectos de capacidade de se alcançar os objetivos afetando o comportamento dos outros. Por que os EUA, hoje, dão mais apoio às organizações internacionais?
Simples: porque se apoiar instituições que estimulem os outros países a canalizar ou limitar suas atividades do modo como ele prefere, dificilmente ele terá que recorrer ao poder bruto. Exercer esse poder, levaria a um custo alto, e contrário aos valores que os EUA difundem, o que levaria a uma quebra na imagem do país e de sua liderança ou implicaria num trabalho intenso para reorganizar o discurso já consolidado.
O poder brando tende a se tornar cada vez mais importante na era da informação global do novo século. No século XXI o poder repousará numa combinação de força militar e econômica com o poder brando, e nenhum país é mais dotado dessa capacidade que os EUA. O erro que levaria à queda da hegemonia norte-americana, seria os EUA acreditarem que investir unicamente no poder militar garantirá a sua força.
Se a potência hegemônica possuir poder brando e se comportar de modo que beneficie os outros, é possível que alianças contrárias demorem a surgir. Por outro lado, se ela definir os seus interesses com estreiteza e usar arrogantemente o seu peso, não estará senão incentivando as demais nações a colaborarem para escapar à sua hegemonia. “Se a sociedade e a cultura da nação hegemonia forem atraentes, ficam enfraquecidas a sensação de ameaça e a necessidade de equilibrá-la. A união dos outros países para compensar o poder americano vai depender do comportamento dos EUA, assim como dos recursos de poder dos novos desafiantes potenciais.” (Nye, J.- 2002- O Paradoxo do Poder Americano)

Os desafiantes

Na visão de Nye, se a política norte-americana cometer falhas pode causar insatisfações por parte de outros países, que, fazendo ou não coalizões, seriam capazes de ameaçar a hegemonia dos Estados Unidos no tabuleiro mundial. Esses desafiantes principais são hoje China, Japão, Rússia, Índia e Europa unida.
A China vem tendo nos últimos anos um extraordinário desempenho econômico, já tendo passado o Japão no lugar de segunda maior economia do mundo, além de ter a maior população do globo e um vasto território. Outro fato importante advém dos custos com despesas militares da China, pois um estudo da RAND projetou que, em 2015, será seis vezes maior que o Japão, e seu estoque de capital militar acumulado será cinco vezes o desse vizinho. Dessa maneira, a China está nitidamente aumentando seu hard power.
Apesar de comentaristas internacionais e o próprio público norte-americano acreditarem que a China será seu principal rival, algo também divulgado pelo lado chinês quando o governo apresenta os EUA como o inimigo número um, fato é que a China ainda carece tanto do seu hard power quanto do soft power. Isto pode ser percebido, pois, apesar dos seus gastos militares, o percentual empregado do PIB nessa área vem diminuindo nos últimos anos, além de sua economia ainda possuir metade do tamanho da americana.
Outros fatores que não atestam uma ultrapassagem rápida da China à hegemonia americana são: a vasta área rural subdesenvolvida do país, o que está causando problema de migrações internas para as grandes cidades e, consequentemente, uma superlotação destas. Outro fator é a desigualdade e a pobreza existentes, o que faz a renda per capta chinesa ser incrivelmente baixa se comparada à norte-americana. Também mererce destaque a ineficiência das empresas estatais, o grau de corrupção e de instituições inadequadas que podem gerar instabilidade política.
Dessa maneira, é pouco provável que a China seja uma séria ameaça, pelo menos no médio prazo, à hegemonia norte-americana. No curto prazo, este país tem grandes chances de substituir a importância americana no Extremo Oriente, mas para disputar um lugar hegemônico em todo mundo ainda precisa de tempo para se desenvolver melhor.
O Japão tem a força militar mais moderna e bem equipada da Ásia Oriental, mas não concentra sua estratégia nos gastos militares, já que este corresponde somente a 1% do PIB. Ao contrário disso, se concentrou no crescimento econômico, o qual foi excepcional nas últimas décadas do século XX. Apesar disto, nos últimos anos sua economia vem estagnando, o que fez a China tomar seu lugar como segunda maior economia do mundo. Outro fator que o enfraquece é o tamanho reduzido de seu território, assim como o de sua população. Assim, mesmo tendo ainda uma indústria altamente sofisticada e as forças armadas mais modernas da Ásia, é improvável que o Japão possa vir a ser um desafiante global dos Estados Unidos.
Uma idéia interessante lançada por Nye é uma possível coalizão entre China e Japão, na qual a combinação de recursos dos dois países faria essa aliança ser bastante poderosa. Mas o próprio autor reconhece que isso é muito difícil de acontecer, já que a rivalidade entre os dois países é intensa e histórica, além de ser mais fácil o Japão continuar aliado dos EUA por conta de sua preocupação com a ascensão da China como potência.
A Rússia ainda representa uma ameaça aos EUA, mas somente por causa de suas armas e arsenal atômico, ou seja, pelo fato de que o hard power que instrumentaliza a Rússia é suficientemente capaz de destruir os EUA, embora hoje em dia a quantidade de armamento seja bem menor do que no tempo da União Soviética. Além disso, a Rússia possui um território enorme, reservas naturais riquíssimas e uma população instruída. Apesar disso, o colapso da URSS deixou a economia da Rússia bem complicada e um exemplo disso foi que, na virada deste século, a economia norte-americana era vinte e sete vezes maior do que a russa, e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento eram pífios se comparados aos dos EUA.
Dessa maneira, a Rússia sozinha, assim como os dois países anteriores, não tem muitas chances de vir a ser uma desafiante à hegemonia americana. Mas se fizer uma coalizão com a China poderia vir a ser. Novamente esse acontecimento é pouco provável já que “o declínio econômico e militar da Rússia aumentou-lhe a preocupação com a ascensão da potência chinesa” (Nye, Joseph - O Paradoxo do Poder Americano, pg 61).
Outro possível, mas improvável, desafiante é a Índia, que tem uma população de um bilhão de habitantes e vem crescendo economicamente a taxas significativas. Além disso, o país possui arsenal nuclear e, quanto ao soft power, possui uma democracia consolidada e uma indústria cinematográfica maior que Hollywood, competindo com esta na Ásia e no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, ainda há muita pobreza e analfabetismo no país, o que contribui para a renda per capta ser tão baixa, não passando de US$ 2.000,00 enquanto nos EUA alcança US$ 33.900,00.
Além disso, a capacidade militar da Índia pode ser grande no contexto Sul Asiático, mas se for comparada a toda a Ásia ela não impressiona, pois possui equipamentos menos sofisticados e menos investimentos nessa área do que a China. Uma possível coalizão com a China também é improvável de ocorrer, já que ambos os países são inimigos. “Em vez de se tornar uma aliada, é mais provável que a Índia venha a integrar o grupo de nações asiáticas interessadas em contrabalançar a China” (Nye, Joseph - O Paradoxo do Poder Americano, pg 67).
É importante notar que o autor enfatiza, a todo momento, que possíveis coalizões ou desafios só são capazes de ocorrer caso haja alguma falha na política norte-americana, como por exemplo arrogância e atos que causem muita insatisfação.
O último possível desafiante é a Europa unificada, que é muito próxima dos Estados Unidos ideológica, política e economicamente. Ambos compartilham valores como democracia e direitos humanos, e, embora a economia da União Européia seja quase do mesmo tamanho da norte-americana, ela possui uma população e participação nas exportações mundiais maiores do que a dos EUA.
Além disso, se considerarmos o hard power veremos que a União Européia tem mais homens e armas e do que os EUA, além de incluir dois países com arsenais nucleares. Em relação ao soft power, a cultura européia é poderosa e sempre atraiu admiração de várias partes do mundo, tanto que cada vez mais países anseiam em fazer parte da União Européia, como a Turquia, que possui uma cultura diferente por ser da religião islâmica. Ademais, a Europa tem força na OMC e na ONU e inclusive já desafiou sanções comerciais norte-americanas contra Cuba.
Como Samuel Huntington disse nos anos noventa “[...] uma Europa coesa teria os recursos demográficos, o vigor econômico e a força militar real e potencial para ser um poder preeminente no século XXI” (Nye, Joseph - O Paradoxo do Poder Americano, pg 67). Dessa maneira, parece que a Europa tem sim uma força capaz de derrubar a hegemonia dos Estados Unidos, mas há um problema que pode impedir isso: a união e coesão entre esses países, coisa que vem se tornando muito difícil.
A criação do euro já mostra que essa união é possível, sendo que para alguns essa moeda inclusive tirará o papel do dólar como moeda de troca e reserva mundial, mas as identidades nacionais ainda são mais forte do que uma identidade européia. Os habitantes do continente não vêem com bons olhos que seus países percam a soberania, como está acontecendo em algumas áreas, como na política monetária. Outro aspecto que complica essa união é a expansão da União Européia, que agora está incluindo países do Leste europeu. Isso acontece porque fica cada vez mais difícil haver um aprofundamento e unanimidade com a existência de diferentes necessidades, desejos e perspectivas integrando o grupo.
Do ponto de vista de Nye, é improvável que a Europa tenha condições de se impor aos EUA, pois ela continuará cooperando com ele. A cooperação é interessante para ambos porque ela gera lucros e investimentos diretos e de mão dupla como o comércio internacional e a troca de tecnologia. Outro ponto interessante é que a Rússia ainda atua no cenário europeu como um fantasma do passado, já que seu território é vizinho: “Embora a Rússia continue perdendo importância para os governos europeus, o modo pelo qual os estados Unidos tratarem a Rússia continuará sendo para os europeus como um barômetro para avaliar se Washington está exercendo bem ou mal a liderança e defendendo os interesses da Europa”. (Nye, Joseph - O Paradoxo do Poder Americano, pg 73).
Portanto, a Europa não se apresenta como um adversário futuro, tanto por compartilhar valores e ideologias similares quanto por ter um intercâmbio econômico muito valioso para ambas as partes. Novamente, esse potencial desafiante só o será de fato se a política norte-americana criar atritos e hostilidades. “A União dos outros países para compensar o poder americano vai depender do comportamento dos estados Unidos, assim como dos recursos de poder dos nossos desafiantes” (Nye, Joseph - O Paradoxo do Poder Americano, p. 49).

Conclusão

O equilíbrio do hard power e do soft power foi chamado de smart power em “Poder Inteligente”, um artigo de Marcos Alan Fagner dos Santos Ferreira. Este seria o ponto ótimo de poder para a existência de uma hegemonia consolidada e reconhecida. Mas, como foi possível observar a partir do texto, atualmente e em todos os tempos ocorre/ocorreu uma disputa entre um país nomeado hegemônico, por não ter outros à sua altura, e países que são possíveis hegemonias, mas que não possuem o nível de hard power ou soft power para tomar o lugar do hegemon. Todos buscam o smart power para obter a consolidação de sua hegemonia no mundo, mas como o equilíbrio nunca é atingido, o que ocorre são “atualizações” dos usos do poder, ou seja, tanto o hegemon quanto as possíveis hegemonias buscam o equilíbrio renovando e modernizando suas formas de exercer o hard power e o soft power.
Os EUA foram intitulados como hegemon, mas este vive em constantes mudanças em busca do equilíbrio de suas políticas econômicas e militares com suas políticas governamentais e política externa, com o objetivo maior de não ser ultrapassado pelos possíveis candidatos a tomarem seu posto como China ou Europa. Como forma de equilibrar os poderes das possíveis hegemonias para que assim estes possam chegar ao nível de líder mundial, Nye sugere as associações. Entretanto, a integração é um processo longo, difícil e complicado, por ser necessário que ocorra sincronia em suas políticas e em suas decisões, o que normalmente não ocorre pelo fato dos países terem a necessidade de preservar sua autonomia e sua soberania.
Por conta destes fatos, nunca teremos uma resposta definitiva a respeito do que seja uma hegemonia sólida e sem riscos de perder sua posição, pois o ser humano sempre irá competir e se modernizar e, por conseqüência, os Estados nacionais sempre competirão e atualizarão suas fontes de poder, já que por trás dos países há seres humanos que os governam e que os habitam.

BIBLIOGRAFIA
· NYE, Joseph S. O Paradoxo do Poder Americano. São Paulo – Editora : UNESP, 2002.
· Artigo: http://www.santiagodantassp.locaweb.com.br/br/arquivos/nucleos/artigos/Marcos.pdf

* Trabalho para a disciplina RI5E do curso de Relações Internacionais da ESPM-Rio – Profª. Gloria Moraes.

[1] O poder econômico dos países tem hoje muita força, ganhando um espaço que anteriormente era do poder bélico. Apesar de o poder econômico ser ferramenta de hard power, ele, como a força militar, também passou a ter seus objetivos ganhando vulto nos valores das sociedades, ou seja, o soft power.