(Lívia Caldas)
Sobre o assunto da integração na América do Sul, entende-se que há benefícios e problemas que está integração traz para os países da região. Através do entendimento de que a Doutrina Monroe está sendo corroída, entende-se que os rumas agora das relações comerciais e diplomáticas dos países sul-americanos seguem para outras direções, sem mais depender do que os EUA orientam a serem seguidos. Muitos países têm interesses nessa área, como China, Rússia, Índia, e até mesmo o Irã. Esses interesses são geralmente no quesito econômico, mais do que no quesito “influência”, gerando uma conexão comercial intensa.
Através de análises realistas e liberais, cada assunto sobre a integração é interpretado de uma maneira. No desenvolvimento sobre a política do MERCOSUL, a análise liberal surge quando o estudo é feito sobre o Neoliberalismo que foi disseminado pelos EUA através do Consenso de Washington, mas há uma crítica com relação à redução da atuação do Estado que o neorealismo faz: o Estado mínimo gera conseqüências como serviços públicos prestados inadequadamente, e como a propagação de redes criminais ou terroristas.
No quesito militarismo, numa visão realista, o foco é na necessidade de proteção de recursos naturais, que é necessário este tipo de proteção como forma de assegurar a sua nação suas fontes naturais que de direito lhe pertencem, mesmo que a tradição da região seja pacífica.
Sobre a UNASUL, podemos entender esta via de união sul-americana da seguinte maneira: esta funciona como meio de blindagem do exterior, que garante proteção, e como o Brasil é o único membro dos BRICs que não possui armamento nuclear, e este ponto está ligado pela UNASUL dando uma referência a capacidade de proteção do Brasil. Outro ponto desta questão é em relação às saídas para o pacífico, uma questão territorial, sendo um meio de integração territorial para a expansão do território.
Sobre a China na América do Sul, seu papel é importante para os países da região, principalmente para a Argentina. A China desempenha o papel de principal importador de produtos primários (maioria das exportações sul-americanas: soja, trigo, cobre, ferro, e etc.), sendo fundamental na balança comercial de vários países da região, apesar de “atrapalhar” muitas vezes o comércio e a indústria doméstica dos países pelos produtos chineses serem altamente competitivos. Para ela, a integração na região é boa como meio de afastar o poder dos EUA desses países, e ela expandir os dela para aumentar seu comércio.
Conclui-se que os EUA já perdeu uma parte de sua capacidade de controle sobre a América do Sul, por diversas razões. Nos tempos atuais, nem o confronto aberto nem a subordinação gratuita existem mais como antes, mas é difícil dizer que os países sul-americanos terão autonomia sobre eles mesmos.
A integração sul-americana é necessária para que a interação entre os países seja rígida e se apresente assim para o exterior, como forma de apoio. Mas para que esta aconteça é necessária a complementaridade das produções, claro que não precisa haver produção de um tipo só de produto em cada um, mas se tiverem produção diversificada com foco em um produto para a exportação entre os países da integração que complemente o mercado integrado, talvez ocorra equilíbrio, assim cria-se um ambiente favorável para o desenvolvimento da integração regional.